
Impactos do conflito no Oriente Médio e de mudanças climáticas devem pressionar preços dos alimentos no segundo semestre, segundo avaliação da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), divulgada nesta quarta-feira (8)
De acordo com Marcio Milan, vice-presidente da associação, a guerra entre Estados Unidos e Irã e o El Niño previsto para o fim do ano podem elevar substancialmente os preços de itens básicos.
"Isso traz consequências para toda a cadeia de abastecimento", afirma.
Desde o início do conflito, em fevereiro de 2026, as cotações do petróleo Brent e WTI dispararam, chegando a US$ 120 nas primeiras semanas.
Após quatro meses de guerra, porém, os preços seguem voláteis diante das incertezas sobre a abertura do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo.
Nesta manhã, com a confirmação de novos ataques e sanções entre os dois países, após uma tentativa frustrada de acordo, os contratos futuros avançavam mais de 5%, se aproximando de US$ 80 o barril e reforçando a volatilidade apontada por Milan.
Outro fator de preocupação é o El Niño, previsto para este segundo semestre. "Existe um aquecimento esperado para este ano, maior do que em 2025", explicou.
Segundo análise do colunista do CNN Money Pedro Côrtes, no Brasil, o El Niño afeta quatro frentes sensíveis da economia, entre elas a produção de alimentos.
📰 Fonte: cnnbrasil.com.br
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