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Em relatórios de inteligência enviados ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal (PF) afirma que o ministro André Mendonça determinou ações de investigações contra Moraes "sem autorização específica" e "perante juízo que não detem a competência".
Segundo a PF, Mendonça determinou que os policiais identificassem pessoas com prerrogativa de foro no STF nos materiais apreendidos com o banqueiro e fornecessem "a íntegra de todas as mensagens e interações existentes que envolvam as mesmas pessoas".
Para a Polícia Federal, a determinação de Mendonça foi além da identificação – que apontou mensagens mencionando Moraes e o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, além de menções ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
André Mendonça e Alexandre de Moraes em sessão do Supremo em 2 de setembro de 2026 — Foto: Antonio Augusto/STF
Ainda no mesmo documento, a PF informou que em reuniões com investigadores, Mendonça questionou "expressamente sobre o que constava" em relação a Moraes "nos dados extraídos do aparelho celular de Daniel Bueno Vorcaro".
Em uma análise de risco sobre as decisões de Mendonça, a PF apontou que o risco de "nulidade ou questionamento futuro de atos praticados quanto a detentores de foro, por vício de competência" tinha
probabilidade moderada e com um possível impacto "muito alto", que poderia inclusive "atingir a validade da apuração."
📰 Fonte: g1.globo.com
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