O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta terça-feira (2) que o PIX, instrumento de transferência em tempo real do Banco Central, será protegido e resguardado. "Não está em debate", acrescentou ele.
Isso quer dizer que o governo brasileiro não se dispõe a negociar os termos do PIX — contestado pelos Estados Unidos, que acusam o BC de favorecer o sistema de pagamentos em detrimento de empresas americanas que atuam no setor.
Quando a investigação foi aberta, em julho de 2025, o PIX não era citado diretamente. O documento fazia referência a "serviços de comércio digital e pagamento eletrônico", incluindo aqueles oferecidos pelo Estado brasileiro. Na prática, o PIX é o único sistema público com essa finalidade.
Outras autoridades também saíram em defesa do PIX, como oministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcio Elias Rosa, e pelo vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, que saíram em defesa do sistema de pagamentos brasileiro.
Já Alckmin declarou que o Brasil recebe com indignação as críticas dos Estados Unidos, e que é injusta a proposta no se refere ao PIX. "O PIX é um patrimônio nacional, uma conquista do povo, tecnologia a serviço da sociedade, economia, sem custos para população", disse ele.
Dados do Banco Central mostram que o PIX movimentou R$ 35,36 trilhões em transferências no ano passado, novo recorde.
Houve uma alta de 33,6% na comparação com 2024 — quando as movimentações totalizaram R$ 26,46 trilhões.
A quantidade de transações também superou a registrada no ano anterior. Em 2025, foram 79,8 bilhões de operações. Em 2024, o Banco Central contabilizou 63,5 bilhões de transferências.
📰 Fonte: g1.globo.com
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