
Partido de Flávio Bolsonaro tenta alterar pontos centrais da PEC antes da votação marcada para 2 de setembro; parlamentares denunciam manobra
A disputa pelo fim da escala 6×1 ganhou um novo capítulo no Senado. O PL apresentou cinco emendas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o modelo em que trabalhadores cumprem seis dias de trabalho para apenas um de descanso, em uma tentativa de alterar pontos considerados centrais do texto antes da votação prevista para 2 de setembro e, assim, atrasar a aprovação do projeto.
A movimentação foi denunciada na noite desta terça-feira (25) pelos deputados Lindbergh Farias (PT-RJ) e Erika Hilton (PSOL-SP), que acusaram o partido de Flávio Bolsonaro de tentar impedir que a mudança entre em vigor ainda neste ano.
“Isso é urgente, pessoal, urgente e grave. O PL acaba de apresentar cinco emendas para atrapalhar a tramitação da PEC do fim da escala 6×1”, afirmou Lindbergh em vídeo publicado nas redes sociais.
Segundo o deputado, uma das alterações propostas pelo PL cria uma transição de quatro anos para a redução da jornada, adiando os efeitos da mudança.
A ofensiva no Senado ocorre após uma articulação liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que vem atuando para impedir que a PEC seja aprovada antes das eleições. O senador e aliados defendem que a discussão seja postergada e substituída por um modelo baseado em maior flexibilidade nas relações trabalhistas.
O coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho (PL-RN), também defendeu que o debate sobre o fim da escala 6×1 ocorra somente depois das eleições e apresentou como alternativa um modelo de “jornada flexível”, com possibilidade de negociação entre trabalhadores e empresas e pagamento por hora trabalhada, abrindo caminho para uma jornada de trabalho sem nenhum dia de folga na semana.
SegundoLindbergh, duas das emendas apresentadas pelo PL permitem que acordos coletivos restabeleçam jornadas maiores, abrindo espaço para a manutenção da lógica da escala 6×1.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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