/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2025/1/B/zoUVsNQY6zDG8O79cckQ/b3-1.jpg)
B3, bolsa de valores brasileira. — Foto: Divulgação/ B3
Antes mesmo de os brasileiros irem às urnas no último domingo (4), as eleições já estavam no radar dos mercados. Desde o começo do ano, foram vários os momentos de altas e baixas no dólar, na bolsa e nas taxas de juros, associados a falas de candidatos e pesquisas eleitorais.
As movimentações refletem as apostas do mercado sobre os rumos da economia no próximo governo. Não à toa, o resultado do 1º turno já teve impacto no dólar e no Ibovespa.
Na segunda-feira (5), um dia após a apuração das urnas mostrar Flávio Bolsonaro (PL) à frente, com 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula (PT), o dólar caiu mais de 4% e terminou o dia cotado a R$ 5, o menor patamar desde maio.
Já a bolsa brasileira disparou 7,70%, na maior alta diária desde março de 2020, e fechou no recorde de 206.912 pontos.
O mercado costuma sofrer grandes oscilações em momentos como esse porque tenta antecipar os efeitos que as propostas e as chances de vitória de cada candidato podem ter sobre a economia.
Dados históricos mostram que o Ibovespa, o dólar e os juros futuros costumam reagir com maior intensidade em períodos eleitorais e diante de notícias políticas, principalmente quando aumentam as incertezas sobre as contas públicas e os rumos da economia.
Recentemente, a notícia de reajuste do Bolsa Família, anunciado pelo governo Lula a 17 dias das eleições presidenciais, fez o real se desvalorizar em relação ao dólar e a bolsa brasileira cair aos 185 mil pontos, com as preocupações com o impacto do aumento do benefício sobre as contas públicas.
📰 Fonte: g1.globo.com
Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.