Por que EUA não conseguem controlar o Estreito de Ormuz

Por que EUA não conseguem controlar o Estreito de Ormuz
Por que EUA não conseguem controlar o Estreito de Ormuz

Uma faixa de mar estreita, controlada pelo Irã, por onde passam 20% do petróleo consumido no planeta. Esse é o Estreito de Ormuz, uma das rotas de energia mais importantes do mundo, que conecta os produtores do Oriente Médio aos principais mercados da Ásia-Pacifico, da Europa e América do Norte.

Desde que o Irã anunciou seu fechamento, no dia 02 de março, logo após os primeiros ataques de Israel e dos Estados Unidos, a rota se tornou um dos epicentros da atual guerra no Oriente Médio.

O Irã atacou mais de uma dezena de navios que tentaram atravessar o estreito. Os Estados Unidos, por sua vez, têm pressionado aliados europeus a apoiar os esfoços para reabrir Ormuz.

Mesmo sem um bloqueio total da passagem, o fluxo de navios caiu drasticamente desde o início do conflito, e o impacto disso já é sentido nos preços do petróleo em todo o mundo.

Mas por que os EUA, mesmo com uma das maiores forças militares do mundo, não conseguem garantir o funcionamento do Estreito de Ormuz, que está com o acesso restrito desde o início da guerra contra o Irã?

Para entender a importância do Estreito de Ormuz, é preciso voltar pelo menos ao século 2, quando a região já funcionava como um entreposto comercial sob domínio do Império Persa.

No século 14, a cidade de Ormuz sofreu repetidos ataques do Império Mongol. A população, então, abandonou a cidade original, às margens do rio Minab, e se mudou para a ilha de Gerum, consolidando o domínio sobre o estreito.

Por ali circulavam especiarias, seda, pérolas, cavalos e metais preciosos, em rotas marítimas que ligavam a Ásia à Europa.


📰 Fonte: bbc.com

Compartilhe: Twitter Facebook WhatsApp