Por que o PIX se tornou um foco da ofensiva comercial de Trump contra o Brasil?

Por que o PIX se tornou um foco da ofensiva comercial de Trump contra o Brasil?
Por que o PIX se tornou um foco da ofensiva comercial de Trump contra o Brasil?

O que começou como uma ferramenta para transferências instantâneas de dinheiro se transformou em um dos meios de pagamento mais usados pelos brasileiros. Em poucos anos, o PIX passou a liderar as transações no país e agora também entrou no centro de uma disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos.

A poucos meses das eleições presidenciais brasileiras, o sistema de pagamentos criado pelo Banco Central virou um dos pontos de atrito entre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a gestão de Donald Trump.

Washington acusa o Brasil de favorecer um sistema estatal de pagamentos e dar tratamento considerado desfavorável a empresas americanas que atuam no setor, especialmente as operadoras de cartões de crédito.

Além do PIX, o governo americano questiona outras políticas brasileiras que considera discriminatórias. Com base nessas críticas, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) avalia a adoção de tarifas de 25% sobre parte das exportações brasileiras. A decisão deve ser anunciada nos próximos dias.

Lançado em 2020, o PIX se tornou o meio de pagamento mais utilizado no Brasil. Segundo o Banco Central, responsável por desenvolver o sistema, ele responde por 54% de todas as transações realizadas no país.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou, em carta enviada ao USTR, que o PIX conseguiu incluir milhões de brasileiros que antes estavam fora do sistema bancário tradicional.

Hoje, cerca de 80% da população utiliza a ferramenta para fazer pagamentos e transferências dos mais variados valores — da compra de um coco na praia à aquisição de um imóvel — em poucos segundos.

"Antigamente a gente tinha que andar com dinheiro. Agora você pega só o celular e faz o PIX na hora. Acho que facilitou bastante a vida de todo mundo", afirmou à AFP Ingrid Ferreira, servidora pública de 32 anos, em Brasília.


📰 Fonte: g1.globo.com

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