Prazo final: PGR decide se Moraes pode investigar Flávio Bolsonaro por dinheiro de Vorcaro e coação nos EUA

Prazo final: PGR decide se Moraes pode investigar Flávio Bolsonaro por dinheiro de Vorcaro e coação nos EUA
Prazo final: PGR decide se Moraes pode investigar Flávio Bolsonaro por dinheiro de Vorcaro e coação nos EUA

Moraes deu cinco dias úteis para Paulo Gonet se manifestar sobre pedido de ampliação da investigação que já tem Eduardo Bolsonaro como réu no STF

A Procuradoria-Geral da República tem até o fim desta terça-feira (2) para decidir se incluirá o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-presidente Jair Bolsonaro no inquérito que investiga a atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O prazo foi determinado pelo ministro Alexandre de Moraes, após pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que apontou o fato de que Flávio pediu e recebeu milhões de dólares ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pelo caso da fraude bilionária no Banco Master. Segundo o pedido, esses recursos podem ter financiado ações de coação internacional de Eduardo contra o STF, disfarçadas sob justificativa de produção do filme Dark Horse, cinebiografia de Bolsonaro.

Se a PGR se manifestar favoravelmente, Flávio será investigado por Moraes, o que agrava sua situação. A investigação sobre o Banco Master, na qual Flávio é citado, é relatada por André Mendonça, aliado indicado por Jair Bolsonaro ao STF. Uma investigação conduzida por Moraes furaria a suposta blindagem de Mendonça ao senador.

Segundo o deputado Lindbergh Farias, os recursos supostamente destinados à produção do filme Dark Horse poderiam, na verdade, ter financiado a ofensiva internacional de Eduardo Bolsonaro nos EUA, que inclui lobby político, pressão sobre magistrados e tentativa de influenciar decisões do STF.

Mensagens e áudios obtidos por reportagem do The Intercept Brasil revelam que, em novembro de 2025, Flávio Bolsonaro enviou pedidos a Daniel Vorcaro de repasses que somariam US$ 24 milhões (aproximadamente R$ 134 milhões) para a produção do filme. Entre fevereiro e maio de 2025, cerca de US$ 10,6 milhões (aproximadamente R$ 61 milhões) foram efetivamente transferidos em seis operações, para o fundo Havengate Development Fund LP, no Texas, ligado a aliados de Eduardo.

Nos áudios, Flávio reconhece a necessidade de dinheiro para a produção e chega a chamar Vorcaro de “irmão”, mesmo com as investigações federais já em curso. Ele confirma os repasses, mas nega irregularidades, sustentando que se tratou de patrocínio privado.

Paralelamente, Eduardo Bolsonaro é réu no STF (Ação Penal 2.782), acusado de liderar uma ofensiva internacional para intimidar ministros da Corte e travar julgamentos envolvendo a condenação de seu pai e outros crimes políticos. A denúncia aponta crime de coação no curso do processo, usando pressões políticas, econômicas e diplomáticas.

A nova linha de investigação da PF investiga se os recursos de Vorcaro, intermediados por Flávio, teriam sido usados para financiar essas atividades no exterior, incluindo lobby junto à administração americana para aplicar sanções a magistrados brasileiros e criar ambiente de pressão sobre o STF.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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