/https://i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2024/e/N/QX8s5QQguGBzTARtNkyQ/2024-08-08t131033z-774918882-rc28d7adayxu-rtrmadp-3-brazil-nicaragua.jpg)
Daniel Ortega, presidente da Nicarágua — Foto: Leonardo Fernandez Viloria/Reuters
O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, afirmou que o país não vai realizar mais eleições. O movimento elimina a possibilidade de uma disputa eleitoral quando seu mandato terminar em 2027, e consolida ainda mais o governo que ele divide com sua esposa.
Ortega, que está no poder desde 2007 - após um mandato presidencial anterior na década de 1980 -disse que a medida fechará qualquer caminho para a oposição, embora não tenha fornecido detalhes sobre como ela será implementada.
“Não haverá mais eleições aqui para que eles tentem tomar o governo e o poder”, disse Ortega em um discurso na noite de domingo (19) para comemorar a revolução sandinista de 1979, na qual ele ajudou a derrubar a brutal ditadura de Anastasio Somoza.
A última eleição na Nicarágua, em 2021, foi amplamente contestada depois que Ortega mandou prender opositores e líderes empresariais, além de criminalizou a dissidência política.
No ano passado, Ortega consolidou ainda mais seu poder por meio de uma série de reformas constitucionais que incluíram a nomeação de sua esposa, Rosario Murillo, como “copresidente” e a extensão do mandato presidencial para seis anos. Ele e Rosario controlam praticamente todos os aspectos do governo, incluindo as Forças Armadas e o Poder Judiciário.
O governo do casal foi acusado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU de transformar o país “em um Estado autoritário” e de violar sistematicamente os direitos humanos.
A Nicarágua vive uma grave crise política desde abril de 2018, quando Ortega respondeu aos protestos antigovernamentais com uma repressão na qual mais de 300 pessoas foram mortas.
📰 Fonte: g1.globo.com
Clique em "Comentar" acima para carregar os comentários.