
Proposta é de autoria do deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), descendente da família imperial brasileira, que se autointitula “príncipe”
Descendente da família imperial brasileira, o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL-SP), que se autointitula “príncipe”, é alvo de uma representação criminal apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR).
A acusação é de racismo religioso e intolerância contra a comunidade islâmica. A denúncia se baseia na divulgação de materiais que associam o Islã ao terrorismo, com intuito de promover projeto de lei do parlamentar.
A proposta do bolsonarista tramita na Câmara dos Deputados e quer proibir o que chama de “imposição” de códigos religiosos islâmicos no Brasil sob o argumento de proteger direitos fundamentais e a soberania nacional.
O deputado é lembrado por defender o desenvolvimento de armas nucleares pelo Brasil e, atualmente, é presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (Creden) da Câmara.
A representação criminal foi protocolada pelo deputado estadual Maurici (PT-SP) e pediu abertura de investigação contra Luiz Philippe, que tenha, como consequência, adoção de medidas judiciais no Supremo Tribunal Federal (STF) e administrativas para assegurar a indisponibilização, remoção ou bloqueio das publicações consideradas discriminatórias, postadas em redes sociais, como Instagram, Facebook e YouTube.
O diretor do Centro Islâmico no Brasil, Nasser Khazraji, avaliou que a proposta é, na verdade, uma estratégia do deputado federal para propagar intencionalmente desinformação.
“É um mau uso do assunto para poder criar uma polêmica, para poder ter um engajamento. E também existe a questão do preconceito, é um discurso de ódio proposital contra uma classe de pessoas. Deixa a gente preocupado por ser um discurso 100% islamofóbico e xenofóbico, que quer implantar um medo na sociedade e, com base nele, tirar algum aproveito. O Islamismo é a religião da convivência, é a religião da paz. Ninguém obriga ninguém a se tornar muçulmano, isso não existe”, destacou, em entrevista ao Metrópoles.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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