R$ 9 a cada R$ 10 das despesas já têm destino: o que sobra do Orçamento de 2027 para o próximo presidente?

R$ 9 a cada R$ 10 das despesas já têm destino: o que sobra do Orçamento de 2027 para o próximo presidente?
R$ 9 a cada R$ 10 das despesas já têm destino: o que sobra do Orçamento de 2027 para o próximo presidente?

Candidatos à Presidência — Foto: Fotos: Reprodução

Quem assumir a Presidência da República em 2027 terá pouco espaço no Orçamento para tirar novas promessas do papel no próximo ano.

Dos R$ 2,826 trilhões previstos em despesas primárias, 90% estão comprometidos com aposentadorias, salários, benefícios sociais e outras despesas obrigatórias.

Os números constam do Raio X do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 (PLOA). O levantamento foi elaborado pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados (CONOF), com base na proposta enviada pelo governo ao Congresso.

Os 10% restantes, equivalentes a R$ 283,2 bilhões, correspondem às chamadas despesas discricionárias. Nessa parcela, o governo tem alguma margem para definir prioridades.

Apesar dessa flexibilidade, o valor não representa "dinheiro livre" para financiar todo o programa de governo vencedor nas urnas.

Na prática, o próximo presidente não poderá simplesmente cortar ou redirecionar gastos obrigatórios para financiar novas políticas. Para alterar parte dessas despesas, será necessário mudar leis ou a Constituição, o que depende da aprovação do Congresso.

Dos R$ 283,2 bilhões em despesas discricionárias, R$ 61,2 bilhões são destinados a emendas parlamentares individuais e de bancada, e aos gastos dos demais Poderes, do Ministério Público da União (MPU) e da Defensoria Pública da União (DPU).


📰 Fonte: g1.globo.com

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