Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR

Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR
Rachadinha e lavagem de dinheiro: as acusações contra Mario Frias denunciadas à PGR

Representação pede investigação contra deputado bolsonarista por suspeitas envolvendo gabinete, emenda para o filme Dark Horse, Banco Master e viagem ao Bahrein

A Bancada do PT na Câmara dos Deputados protocolou nesta segunda-feira (25) uma notícia de fato na Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o deputado federal Mario Frias (PL-SP). O parlamentar bolsonarista é alvo de pedido de investigação por suspeitas de “rachadinha”, lavagem de dinheiro, uso indevido de recursos públicos e fatos conexos envolvendo o filme Dark Horse, cinebiografia sobre Jair Bolsonaro.

A representação é encabeçada pelo líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC), e pede a instauração de procedimento investigatório criminal ou, se for o caso, a abertura de inquérito pela Polícia Federal (PF) sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, em razão da prerrogativa de foro de Frias.

Segundo o documento, o caso tem como núcleo principal a suspeita de que uma ex-funcionária do gabinete de Mário Frias teria realizado pagamentos em benefício do entorno familiar e político do deputado. A representação cita reportagem jornalística que revelou comprovantes indicando que a ex-servidora teria pago uma fatura de cartão de crédito da esposa do parlamentar, feito Pix para a mãe dele e transferido valores ao então chefe de gabinete.

O documento sustenta que os elementos divulgados “indicam possível captura privada de salários pagos com recursos públicos a servidoras e servidores parlamentares”.

Na representação, a Bancada do PT afirma que a remuneração de assessores parlamentares tem finalidade pública específica: pagar trabalho efetivo em favor do mandato. Por isso, argumenta que qualquer retorno de parte desses valores ao parlamentar, a familiares, chefes de gabinete ou pessoas de confiança pode indicar desvio de finalidade e apropriação privada da estrutura estatal.

O texto define a prática de “rachadinha” como a apropriação de parte da remuneração de assessores por meio de devoluções compulsórias, repasses periódicos, transferências diretas, pagamentos indiretos de despesas pessoais, servidores fictícios, interpostas pessoas ou circuitos financeiros destinados a beneficiar o parlamentar, familiares ou operadores.

A representação sustenta que o pagamento da fatura do cartão da esposa de Frias “revela possível utilização de remuneração de servidora para custear despesa privada familiar”. Já a transferência à mãe do deputado, segundo o documento, sugere circulação de recursos para pessoa do núcleo familiar. O envio de valores ao então chefe de gabinete é apontado como possível sinal de participação de integrante da estrutura interna do mandato.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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