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O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou nesta segunda-feira (1) que o governo brasileiro tomou medidas para melhorar a situação das contas públicas, mas acrescentou que "reformas fiscais significativas" ainda são necessárias para colocar a dívida pública em uma trajetória firme de queda.
🔎A instituição enviou recentemente uma missão ao Brasil para analisar políticas e perspectivas econômicas do país, com base em uma diretriz que consiste em visitas regulares aos países-membros. Ao final de cada missão, o FMI divulga um comunicado.
🔎🔎Reformas fiscais são mudanças estruturais nas leis que regem como o Estado arrecada recursos (tributos) e como ele os gasta (despesas). Elas podem ter focos diferentes: simplificação burocrática, justiça social, estímulo econômico ou equilíbrio das contas públicas.
O FMI diz que preservar as receitas extraordinárias relacionadas ao petróleo e "implementar um esforço fiscal mais ambicioso" aumentaria "a credibilidade fiscal, reduziria os custos de empréstimo e criaria espaço para investimentos prioritários.”
A instituição informou, no entanto, que a economia brasileira tem se mostrado "notavelmente resiliente diante de múltiplos choques".
E concluiu que o Banco Central reduziu a taxa básica de juros em março e abril de forma "adequada" em "consonância com o regime de metas de inflação do Brasil".
De acordo com dados do Banco Central, a dívida do setor público consolidado subiu 0,4 ponto percentual, para 80,4% do PIB, o equivalente a R$ 10,44 trilhões.
🔎A dívida pública é o total de dinheiro que o governo pega emprestado para financiar suas despesas quando a arrecadação de impostos não é suficiente para cobrir todos os gastos.
📰 Fonte: g1.globo.com
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