
Ofensiva global muda de tom e passa a responsabilizar Big Techs em vez dos pais. Austrália, Indonésia, Malásia e Turquia lideram as restrições; entenda o cenário.
O Reino Unido anunciou nesta segunda-feira (15) que vai proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Com a medida, o governo britânico se junta a uma lista crescente de países que decidiram endurecer as regras contra as plataformas digitais para proteger crianças e adolescentes.
A ofensiva do primeiro-ministro Keir Starmer mira diretamente gigantes como TikTok, YouTube, Instagram, Facebook, X e Snapchat, poupando apenas aplicativos de mensagens, como o WhatsApp. Segundo o comunicado oficial do governo, a proposta será enviada ao Parlamento antes do Natal e deve entrar em vigor entre março e junho de 2027.
O movimento britânico consolida uma mudança de paradigma global acompanhada de perto pela Fórum: o foco das políticas públicas está deixando de ser o “controle parental” para se tornar uma questão de responsabilização criminal e financeira das chamadas Big Techs.
A proibição no Reino Unido não é um caso isolado. O governo britânico assumiu que usará como base o modelo da Austrália, já detalhado pela Fórum em reportagem sobre a decisão histórica do país. Atualmente, pelo menos quatro nações já aplicam regras rígidas:
O debate internacional divide-se entre a necessidade urgente de conter os danos à saúde mental — a Fórum já revelou como as Big Techs enfrentam ações sobre o “design viciante” voltado aos jovens — e as críticas sobre vigilância e privacidade na hora de verificar a identidade dos usuários.
Ainda assim, a lista de propostas avança rapidamente na Europa e na América do Norte. A Assembleia Nacional da França já aprovou uma proposta para barrar redes para menores de 15 anos, com forte apoio do presidente Emmanuel Macron.
Na Espanha, o governo apresentou em Dubai um plano similar para menores de 16 anos, exigindo que as próprias plataformas façam a verificação de idade. A Dinamarca propõe o limite de 15 anos (com exceções aos 13, se houver aval dos pais), enquanto o Parlamento do Canadá analisa um projeto de segurança digital nos mesmos moldes.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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