
Em meio a críticas do setor produtivo por falta de empenho do governo federal, o Planalto escalou sete integrantes de alto escalão para responder ao tarifaço. Em duas coletiva realizadas nessa quinta-feira (16), ministros e autoridades intercalaram cálculos de prejuízos com anúncio de medidas e respostas políticas. Lula se manifestou apenas pelas redes sociais.
A primeira reação política ocorreu ainda na madrugada de quinta-feira (16), poucas horas depois da confirmação oficial da aplicação das taxas por parte das autoridades norte-americanas. O Palácio do Planalto divulgou uma nota repudiando a decisão anunciada. O governo afirmou que, mesmo avesso às premissas do tarifaço, aceitou conversar com os norte-americanos e que nunca deixou a mesa de negociações.
Na ocasião, a Presidência da República voltou a defender que a investigação dos EUA faz parte do enredo construído com a ativa colaboração da família Bolsonaro: "São falsos patriotas que arquitetaram e defenderam publicamente ações contra o nosso país, movidos por objetivos eleitoreiros. Proteger a nossa soberania é uma obrigação que está acima de todos os partidos e todas as tendências".
O debate sobre os motivos e responsabilidades pelo tarifaço deve permear a corrida presidencial.
A resposta do governo Lula se desdobrou em múltiplas frentes ao longo quinta-feira (16). As ações incluíram esforços do Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Fazenda e Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Os temas incluem defesa do Pix, detalhamento das negociações e críticas às declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Por volta das 14h, o ministro Mauro Vieira realizou discurso defendendo que não houve racionalidade na aplicação de tarifas por parte dos Estados Unidos. Ele disse que as críticas dos norte-americanos em relação ao Pix são "descabidas".
Mais tarde, às 16h, um grupo de sete representantes do Executivo detalhou como devem proceder para contornar a situação. Participaram, além de Vieira, o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) e também o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Nas duas coletivas de quinta, ministros do governo Lula rebateram as declarações de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, que acusou o presidente Lula de ser o culpado pelas taxas impostas pelos EUA. "O presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé", escreveu Rubio em uma publicação no X.
📰 Fonte: cnnbrasil.com.br
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