Ricardo Nunes paga festa da Copa em frente a bar atribuído a ex-jogador Luizão e causa polêmica

Ricardo Nunes paga festa da Copa em frente a bar atribuído a ex-jogador Luizão e causa polêmica
Ricardo Nunes paga festa da Copa em frente a bar atribuído a ex-jogador Luizão e causa polêmica

O evento, batizado de “Brasil Fest”, teve as edições seguintes canceladas após questionamentos sobre a origem dos recursos

A Prefeitura de São Paulo destinou R$ 60 mil em infraestrutura para a realização de uma festa de transmissão do primeiro jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo, em um trecho da rua Duílio, na Lapa, zona Oeste da capital, em frente ao Bar Tribunal, estabelecimento associado ao ex-jogador Luizão, pentacampeão mundial com a Seleção. O evento, batizado de “Brasil Fest”, teve as edições seguintes canceladas após questionamentos sobre a origem dos recursos e a ausência de informações públicas sobre os gastos.

Segundo documentos obtidos pela coluna de Demétrio Vecchioli no Metrópoles, o evento foi realizado após o vereador Fábio Riva (MDB) encaminhar à Subprefeitura da Lapa um abaixo-assinado pedindo a interdição de um quarteirão da via para garantir uma confraternização “ordeira e segura” durante os jogos do Brasil na Copa. O documento, no entanto, teria sido produzido dentro do Bar Tribunal e não circulou entre moradores da região, que só teriam tomado conhecimento da iniciativa no dia da partida.

O ex-atacante Luizão afirmou que não é sócio do estabelecimento, embora admita ser apresentado como proprietário para ajudar o negócio. Ele disse desconhecer tanto o abaixo-assinado quanto a organização do evento e afirmou que deixou o local antes do início da partida.

Na manhã do jogo, o trecho solicitado para interdição amanheceu equipado com dois telões, palco para apresentações musicais, banheiros químicos e estrutura para shows, sem identificação sobre quem financiava a montagem. Questionada desde o sábado, a administração municipal não informou o custo da operação até quatro dias depois.

De acordo com uma planilha enviada pelo gabinete de Fábio Riva, a estrutura contratada pela São Paulo Turismo (SPTuris) custou R$ 60 mil. Entre os itens estavam dois telões, ao custo de R$ 15 mil, e um palco de R$ 21 mil destinado a uma apresentação de pagode. O evento tinha capacidade máxima de 250 pessoas, limite permitido para atividades sem necessidade de alvará.

A estrutura também incluiu a utilização de um parklet como barraca para venda de chopp, prática vedada pela legislação municipal. O espaço, que deve permanecer acessível ao público, não possuía autorização específica para a atividade comercial. A Subprefeitura da Lapa informou que não realizou fiscalização do evento.

Inicialmente, o vereador afirmou ter destinado uma emenda parlamentar para custear a festa, mas foi corrigido por um assessor, que esclareceu tratar-se de um pedido de infraestrutura à prefeitura. Apenas quatro dias após a realização do evento, Riva protocolou uma emenda no valor de R$ 60 mil para o Instituto Semeadores da Esperança Brasil, ONG sediada no Campo Limpo e sem histórico público de atuação, com a finalidade de custear a festa que já havia ocorrido.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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