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A Ford participa de uma proposta que disputa o fornecimento de veículos para o programa de mobilidade leve do Exército britânico — Foto: BBC
É verde, robusto e intimidador. O mais recente carro da Ford parece uma picape que passou por uma transformação digna do Incrível Hulk. Baseada na popular linha Ranger, o modelo estacionado diante da fábrica da Ford em Dagenham, no leste de Londres, pode transportar até duas toneladas, rebocar até quatro toneladas e também carrega as esperanças dos cerca de 2.000 funcionários que ainda produzem motores no local.
Dentro da fábrica, os motores a diesel de três litros que vão equipar o veículo camuflado passam por uma linha de produção que, na última década, viu o volume anual cair de 90 mil unidades para cerca da metade.
A Ford espera que a entrada no mercado de veículos militares ajude a compensar essa queda. O chefe da empresa no Reino Unido descreve o momento atual como o cenário mais desafiador para o setor desde a invenção do automóvel.
Antes poderosa, a indústria automobilística europeia começa a mostrar sinais de enfraquecimento e aposta no forte aumento dos gastos com defesa, em meio ao rearmamento da Europa, para voltar a demonstrar sua força industrial.
A Ford faz parte de uma joint venture com as empresas especializadas em defesa General Dynamics e Ricardo que disputam um contrato com o Ministério da Defesa do Reino Unido para fornecer 9.000 veículos ao longo dos próximos cinco a sete anos, em substituição à frota do Exército baseada em modelos Land Rover, já ultrapassada.
Lisa Brankin, presidente da Ford no Reino Unido, afirma que essa é uma oportunidade de mostrar a capacidade da empresa de responder rapidamente às necessidades do setor de defesa: "Como fabricante, você avalia todas as oportunidades que aparecem, e esta é uma ótima oportunidade que adoraríamos aproveitar."
Esta não é a primeira vez que a Ford se dedica à produção para o setor de defesa.
📰 Fonte: g1.globo.com
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