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Presidente do MDB Roraima e ex-senador, Romero Jucá. — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
O ex-senador Romero Jucá (MDB) desistiu de disputar uma vaga de deputado federal por Roraima nas eleições de 2026. Em nota divulgada nesta terça-feira (18), ele disse ter refletido sobre o cenário político e atribuiu a decisão de não concorrer a ataques que afirma sofrer.
A desistência ocorre poucos dias após o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender a condenação de Jucá por corrupção passiva e lavagem de dinheiro e afastar a inelegibilidade. Com a decisão, ele estava apto a disputar as eleições deste ano.
Um dos nomes mais conhecidos da política roraimense, Jucá ocupou o cargo de senador por 24 anos, ao longo de três mandatos consecutivos. Ele é presidente do MDB em Roraima. O partido ainda não informou se o nome dele será substituído pelo de outra pessoa.
Na nota divulgada, Romero disse que o atual cenário político é marcado por ataques pessoais e familiares, e também criticou o julgamento em que havia sido condenado. Segundo ele, isso o prejudicou.
"Mais uma vez, minha imagem pública foi atacada, prejudicada. A justiça já reverteu a ação. No entanto, esse ataque claro à minha pessoa e o tipo de disputa que se avizinha me fez refletir sobre o que realmente quero para o meu futuro", disse.
Na trajetória política, foi ministro da Previdência Social no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2005, e, em 2016, assumiu o Ministério do Planejamento no governo de Michel Temer. Nas eleições de 2022, ele não conseguiu se eleger senador por Roraima.
Romero Jucá começou a carreira política no governo do estado de Pernambuco, onde nasceu, e, em 1986, presidiu a Fundação Nacional dos Povos Indígenas.
📰 Fonte: g1.globo.com
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