
Ex-PM do Rio de Janeiro foi condenado a mais de 80 anos pela morte da vereadora do PSOL, que foi motivada pela expansão da milícia no estado
O assassino confesso da vereadora Marielle Franco, Ronnie Lessa, revelou detalhes do crime em primeira entrevista feita após a prisão. Ele foi condenado em 2024 a 81 anos de prisão pelo Tribunal do Júri do Rio de Janeiro pelos crimes de duplo homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio e receptação do veículo. A entrevista foi concedida ao programa Doc Investigação, da TV Record, e divulgada nesta quinta-feira (27).
Durante a entrevista, Lessa revelou que receberia R$ 25 milhões pela morte de Marielle, o que o deixou “cego” durante o planejamento do assassinado. Questionado se via Marielle como uma pessoa, ele respondeu que não. “Estava cego, estava entorpecido. Estava sob uma overdose de dinheiro. R$ 25 milhões”, disse.
Lessa também afirmou que não tinha sido contratado para matar Marielle como um assassino de aluguel, e sim porque havia algo maior por trás envolvendo as milícias do Rio de Janeiro.
“Eu não fui contratado para matar a Marielle como um assassino de aluguel. Eu fui chamado para uma sociedade. Haveria a implementação de uma milícia. Ninguém recebe uma proposta de receber 10 milhões de dólares simplesmente para matar uma pessoa”, declarou.
O assassino também foi questionado se a morte de Marielle foi somente “mais uma” para ele. Ele confessa que ao receber a proposta, acreditou que essa seria sua postura, mas que depois não conseguiu “digerir” o crime.
“Quando eu me encantei no conto da sereia com o dinheiro, eu pensei que ia digerir dessa forma. Mas não foi. Eu não consegui digerir”, disse.
Lessa também falou sobre como foi o planejamento dos irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e o ex-deputado federal pelo RJ, respectivamente, condenados por serem os mandantes do assassinato.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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