
A experiência de diversos municípios brasileiros demonstra que a presença de instituições federais de ensino gera impactos duradouros
Quando se fala em Belford Roxo, muitas vezes o debate público fica restrito aos problemas históricos da cidade: mobilidade precária, déficit de infraestrutura, falta de oportunidades de emprego e desigualdades sociais persistentes. São desafios reais, mas que não podem obscurecer uma pergunta fundamental: qual projeto de futuro queremos construir para o município?
Essa reflexão ajuda a dimensionar a importância da expansão do campus do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), cujas obras permanecem paralisadas. Em uma cidade com mais de 500 mil habitantes e poucas opções de ensino técnico e superior público, a interrupção de um projeto dessa natureza merece atenção da sociedade e do poder público.
Nesse contexto, instituições públicas de ensino como o IFRJ assumem um papel estratégico, representando uma política pública capaz de transformar trajetórias individuais e fortalecer o território onde estão inseridas.
Belford Roxo vive um momento em que precisa diversificar sua economia e criar novas oportunidades para sua população. A cidade possui potencial em áreas como comércio, serviços, economia criativa, cultura, design, moda e empreendedorismo local. No entanto, nenhuma dessas atividades prospera sem investimento em qualificação profissional.
A experiência de diversos municípios brasileiros demonstra que a presença de instituições federais de ensino gera impactos duradouros. Elas atraem projetos de pesquisa, estimulam a inovação, fortalecem redes comunitárias, promovem atividades culturais e ajudam a formar profissionais preparados para responder aos desafios locais.
A unidade da IFRJ de Belford Roxo desenvolve atividades ligadas à economia criativa, com cursos e projetos nas áreas de moda, design, produção cultural, urbanismo e formação de professores. Também oferece programas de qualificação profissional e ações de extensão voltadas à capacitação da população e ao empreendedorismo local.
A expansão da unidade permitiria aumentar o número de vagas, melhorar a infraestrutura acadêmica e criar condições para a oferta de novos cursos e projetos. Com a obra parada, essas possibilidades permanecem suspensas.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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