
Senadora Zenaide Maia PSD-RN cobrou a CMO por mais recursos para serviços públicos e criticou o peso dos juros da dívida no Orçamento federal
Integrante da poderosa Comissão Mista de Orçamento (CMO) do Congresso Nacional, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) solicitou a deputados federais e senadores membros do colegiado, em reunião na última terça-feira (16), maior empenho para destinar recursos públicos a áreas carentes e problemáticas como a segurança pública, que, segundo a parlamentar, só recebe 0,5% de financiamento no Orçamento Geral da União.
A CMO elegeu na ocasião como presidente o deputado federal Domingos Neto (PSD-CE), colega de partido de Zenaide e que liderará a mesa nas discussões do Orçamento federal de 2026. Na reunião, a senadora criticou o fato de o sistema financeiro absorver quase metade do orçamento federal todo ano, a título de pagamento de juros e serviços da dívida pública, sem que tais empresas se sentem à mesa com o Parlamento nacional para discutir uma redução justa desse percentual.
O pleito da parlamentar é para que sobre mais dinheiro para investimento em programas sociais, saúde, educação, segurança, infraestrutura e assistência social no Rio Grande do Norte e em todo o país.
No mesmo dia, aproveitando a definição do comando da CMO, Zenaide foi à tribuna do plenário do Senado cobrar a revisão de renúncias fiscais desenfreadas, aprovadas no Congresso Nacional ou por medidas do governo, que podem chegar à casa do trilhão de reais – dinheiro que falta nos serviços públicos e poderia salvar vidas.
“Aqui na CMO definimos o destino do país, esse é o orçamento. É aqui, brasileiros e brasileiras, que vamos definir para onde vão os recursos do imposto que o povo paga. Eu só estou sentindo falta é que infelizmente quem fica [sistema financeiro] com mais de 45% do orçamento deste país não senta aqui na mesa. Quem sabe, já que esta é uma Casa de acordos do que é melhor para o país, de repente, a gente traria esse pessoal para pedir a eles: por favor, pelo menos, abram mão de 3% a 5% do orçamento para a gente investir, nem que eles exigissem que fosse só em coisas edificantes, a gente construir infraestrutura para atrair realmente empresas, para gerar emprego e renda”, afirmou Zenaide na comissão.
A posição da senadora foi seguida pelo deputado Inácio Arruda (PCdoB-CE), para quem cabe ao Parlamento e à comissão fazer um debate mais acentuado e “mais duro” com o Banco Central do Brasil e com o ministério da Fazenda para definir-se um rumo mais adequado de destinação dos recursos. Segundo afirmou o parlamentar, o presidente da CMO é “um democrata” e receberá todos os setores da sociedade brasileira para dialogar.
“Esta comissão analisa o Orçamento e é ela que aprova a destinação dos recursos para o pagamento dos juros e rolagem da dívida brasileira. No fim, o que acontece com essa peça fundamental do país, que é o Orçamento, é avalizado aqui nesta comissão. Somos nós que fazemos isso. O centro da decisão é nosso. Então, é uma responsabilidade muito grande do presidente, que tem que negociar toda hora, do relator e dos relatores, mas é uma responsabilidade nossa, que temos que compartilhar, de fato, com vários setores da população, que podem nos procurar”, assinalou o deputado.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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