Silveira nega que Petrobras em minerais críticos seja nova “Terrabras”

Silveira nega que Petrobras em minerais críticos seja nova “Terrabras”
Silveira nega que Petrobras em minerais críticos seja nova “Terrabras”

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, negou nesta terça-feira (30) que uma eventual entrada da Petrobras no setor de minerais críticos possa ser comparada à criação de uma nova estatal para atuar na mineração.

A declaração foi feita durante o CNN Talks: Nova Era da Mineração, em meio a discussões sobre o papel do governo e de empresas públicas ou de economia mista na estratégia brasileira para minerais considerados essenciais à transição energética, à indústria de alta tecnologia e à defesa.

“É completamente distinta a posição da Petrobras de uma empresa pública que seria a Terrabras”, disse Silveira.

O ministro argumentou que a Petrobras é uma empresa de capital aberto, listada em bolsa no Brasil e no exterior, com governança própria e autonomia para avaliar investimentos em áreas que façam sentido econômico para a companhia.

Segundo Silveira, cabe à própria Petrobras decidir se projetos ligados a minerais críticos têm viabilidade técnica, financeira e estratégica. A eventual atuação da petroleira no setor, afirmou, não significaria a criação de uma estatal mineral nem uma tentativa de concentrar no governo o controle sobre ativos privados.

A fala ocorre após críticas de parte do setor privado, que vê com preocupação a possibilidade de uma atuação mais direta da Petrobras em minerais críticos.

Nos bastidores, empresários passaram a comparar a ideia a uma espécie de “Terrabras disfarçada”, em referência à proposta, defendida por parte do governo, de criação de uma estatal para atuar em projetos minerais estratégicos.

Silveira rejeitou essa interpretação. Para o ministro, há diferença entre criar uma nova empresa pública para intervir no setor mineral e permitir que uma companhia já existente, com capital aberto e regras próprias de governança, avalie oportunidades de investimento.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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