
Estatal operou refinarias a 101,2% da capacidade e registrou a menor importação trimestral de sua história
A Petrobras atingiu novos recordes de refino e produção de petróleo no segundo trimestre de 2026, período marcado pela instabilidade internacional provocada pela guerra no Irã.
As refinarias da estatal operaram a 101,2% de sua capacidade, superando o índice de 101,1% registrado no terceiro trimestre de 2014. A produção média de combustíveis chegou a 1,9 milhão de barris por dia, alta de cerca de 11% em relação ao mesmo período de 2025.
O aumento foi puxado principalmente pelo diesel e pelo querosene de aviação, derivados mais afetados pelas oscilações internacionais. A produção maior permitiu reduzir as importações da Petrobras para 67 mil barris diários, o menor volume trimestral já registrado pela companhia.
A estratégia buscou substituir produtos importados por combustíveis fabricados no Brasil. No caso do diesel, a produção avançou 12,4% em um ano, enquanto as vendas cresceram 2,9%.
A estatal manteve seus preços abaixo da paridade internacional durante parte do conflito. Em 28 de julho, o diesel vendido pelas refinarias da companhia estava, segundo a Abicom, R$ 2,18 por litro abaixo do preço estimado para a importação.
O governo manteve a subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel após a retomada dos ataques no Irã, cobrindo apenas parte da diferença entre os valores internos e internacionais.
A Petrobras também alcançou produção média recorde de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento anual de 14%. O desempenho foi impulsionado por dez novos poços no pré-sal e pelo início das operações da plataforma P-79, no campo de Búzios.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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