Sócios de Virginia entram em investigação que apura esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC

Sócios de Virginia entram em investigação que apura esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC
Sócios de Virginia entram em investigação que apura esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC

Samara Martins e Thiago Stabile foram incluídos em inquérito da Polícia Civil de SP que mira Karen de Moura Tanaka Mori, a "viúva do PCC"

Samara Martins e Thiago Stabile, sócios da influenciadora Virginia Fonseca e do empresário chinês Chaopeng Tan na empresa Wepink, se tornaram alvos de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo que apura suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como Japa do PCC.

A informação foi divulgada pela revista piauí nesta quarta-feira (29). Segundo a reportagem, a Polícia Civil de São Paulo determinou, no dia 16 de julho, diligências para localizar o casal Samara e Thiago. De acordo com a ordem emitida, eles deveriam se apresentar à Divisão Especializada de Investigações Criminais de Santos para apuração de “empreitada criminosa”, conforme consta nos autos do processo.

A investigação sobre o esquema de lavagem de dinheiro que envolve Mori e agora Samara e Tiago apura que se “víuva do PCC” usou dinheiro vindo do tráfico de drogas para investir em negócios na área de beleza, empreendimentos imobiliários e empresas fantasmas. Em entrevista à piauí em junho, Mori confirmou que foi a fonte de todo o capital inicial da Pink Lash, empresa que antecedeu a criação da Wepink.

Em seu relato, ela diz ter  investido R$ 800 mil na abertura da primeira loja da rede, no bairro Cambuci, em São Paulo, em 2017. Segundo Mori, o dinheiro tinha como origem a venda de um carro do marido, Wagner Ferreira da Silva, o Cabelo Duro, morto em 2018 enquanto respondia por organização criminosa.

Na entrevista, quando questionada se a Pink Lash nasceu com o dinheiro de uma liderança da maior facção criminosa do Brasil, Mori confirma. “Eu era uma cliente da Samara [Martins], ela fazia os meus cílios. E, em determinado momento, propus fazermos essa sociedade, sendo 50% para mim e 50% para eles”, conta.

Mori ainda conta que, como sócia, frequentou eventos oficiais da Pink Lash, onde chegou a encontrar Virginia algumas vezes. A influenciadora conheceu os serviços da Pink Lash pelas redes sociais quando ofereceu realizar postagens em troca de fazer os cílios com a empresa. Segundo Mori, Samara ficou amiga de Virgínia e chegava a enviar recentes com frequência para a influenciadora.

“Em 2020, quando a Virginia se mudou para Goiânia, enviamos uma poltrona rosa de presente. Também pagávamos passagem de avião para a nossa melhor funcionária ir fazer os cílios dela”, conta.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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