
Luiz Flávio Borges D'Urso, que representou a família de Marcos Matsunaga na acusação, afirma que a produção altera aspectos cruciais do crime
O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, que atuou na acusação contra Elize Matsunaga, afirmou em entrevista ao Metrópoles que o filme “Elize: Sombra de Uma Mulher”, da Netflix, comete “erros gravíssimos” ao retratar o assassinato de Marcos Matsunaga, ocorrido em 2012.
Segundo D’Urso, a produção diverge em pontos centrais das provas apresentadas no julgamento, desde a dinâmica do disparo até os instrumentos usados no esquartejamento, distorcendo a versão que chegou aos tribunais e influenciando a percepção pública sobre o crime.
O advogado reconhece qualidades na produção da Netflix, mas traça uma linha clara entre o mérito artístico e a fidelidade aos fatos. “O filme vale como uma obra de ficção, mas, no que diz respeito ao crime em si, comete erros gravíssimos”, disse.
Para ele, detalhes fundamentais sobre a forma como Marcos Matsunaga foi morto foram alterados ou simplesmente descartados em nome de escolhas narrativas da produção.
A avaliação de D’Urso parte de uma premissa direta: se a Netflix tivesse se baseado nas provas apresentadas durante o julgamento, o filme seria, nas suas palavras, “bem diferente”.
O advogado não questiona o direito da produção de fazer escolhas artísticas, mas sustenta que essas escolhas, no caso de um crime real com condenação transitada em julgado, têm consequências sobre como o público compreende o que de fato aconteceu.
Divergências entre filme e provas do processo
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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