
Governador cobrou liberação de operações de crédito, mas túnel Santos-Guarujá tem aporte federal equivalente ao do Estado
Tarcísio de Freitas (Republicanos) aproveitou o primeiro debate contra Fernando Haddad (PT) para acusar Brasília de manter operações de crédito de São Paulo “travadas”. A cobrança, porém, ocorreu justamente durante uma discussão sobre uma das maiores obras construídas em parceria entre seu governo e o presidente Lula: o túnel Santos-Guarujá.
No debate da Band, realizado neste domingo (9), Tarcísio citou financiamentos com o Banco Europeu de Investimentos, Banco Mundial e Banco do Brasil, além de uma operação da Prefeitura de São Paulo. Segundo ele, os processos estariam parados no governo federal. O governador reconheceu, entretanto, a participação do BNDES no financiamento de linhas do metrô paulista.
A cobrança veio após uma pergunta sobre o túnel Santos-Guarujá.
E é justamente nesse projeto que o discurso de confronto com Brasília encontra um contraponto.
Em fevereiro de 2024, Lula e Tarcísio anunciaram juntos a parceria para tirar do papel a ligação entre Santos e Guarujá, uma obra aguardada havia quase um século.
Na ocasião, Tarcísio afirmou se sentir privilegiado por participar da parceria com o governo federal e destacou que ela não seria a única entre as duas administrações.
O projeto avançou. Em setembro de 2025, o túnel foi leiloado na B3 e passou a ser apresentado como a maior obra do Novo PAC. O investimento previsto chegou a R$ 6,8 bilhões. Desse total, R$ 5,1 bilhões serão aportados pelo poder público, em partes iguais pela União e pelo governo de São Paulo.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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