Tenho certeza que Vale vai “olhar” para terras raras, diz ministro

Tenho certeza que Vale vai “olhar” para terras raras, diz ministro
Tenho certeza que Vale vai “olhar” para terras raras, diz ministro

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, elevou nesta segunda-feira (24) a pressão para que a Vale avance em terras raras e outros minerais críticos, ao afirmar ter “absoluta certeza” de que a companhia incorporará esses segmentos ao seu planejamento estratégico.

A declaração ocorre em meio a uma pressão crescente dentro do governo para que a maior mineradora do país amplie sua atuação para além de commodities tradicionais, principalmente minério de ferro, cobre e níquel, e passe a ocupar espaço em cadeias novas consideradas estratégicas para a transição energética.

Uma ala forte do Palácio do Planalto e integrantes da corrente desenvolvimentista do governo defendem uma participação maior da Vale em segmentos como lítio e terras raras, vistos como uma oportunidade para o Brasil desenvolver novas cadeias industriais durante a reorganização da cadeia produtiva desses minérios.

“O Brasil com as terras raras vai ter uma oportunidade de reindustrializar o país, e a Vale, como uma grande referência global do setor, é uma empresa que tenho absoluta certeza que no seu planejamento estratégico vai olhar para a necessidade de grandes projetos além do minério de ferro, para a área dos minerais críticos e estratégicos, em especial as terras raras”, disse Silveira a jornalistas após evento em Belo Horizonte.

Apesar da pressão para que a Vale avance em novas commodities, como lítio e terras raras, a mineradora já tem exposição relevante a minerais críticos, especialmente cobre e níquel, dois insumos estratégicos para eletrificação, baterias, redes de transmissão e expansão das energias renováveis.

Na última terça-feira (18), o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Aloizio Mercadante, defendeu diretamente que o banco e a Vale passem a avaliar conjuntamente oportunidades em lítio, cobre e terras raras.

“Queremos olhar com a Vale o lítio, o cobre — o mundo inteiro está atrás de cobre. E tem que olhar terras raras”, afirmou Mercadante. O presidente do BNDES também defendeu a participação da Petrobras na estratégia e uma relação mais próxima entre Estado e empresas para desenvolver essas cadeias no país.

A pressão encontra algum espaço dentro da própria Vale, embora a companhia ressalte que ainda não decidiu entrar em novas commodities.


📰 Fonte: cnnbrasil.com.br

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