Tesouro Nacional diz que alta da arrecadação com disparada do petróleo supera gastos para amenizar preços dos combustíveis

Tesouro Nacional diz que alta da arrecadação com disparada do petróleo supera gastos para amenizar preços dos combustíveis
Tesouro Nacional diz que alta da arrecadação com disparada do petróleo supera gastos para amenizar preços dos combustíveis

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, informou nesta terça-feira (29) que as receitas extraordinárias que o governo está obtendo neste ano com a alta do petróleo estão superando os gastos com combustíveis autorizados para atenuar o impacto do conflito previstos para 2026.

De acordo com ele, a previsão é de que o governo arrecade R$ 67,5 bilhões a mais neste ano por conta da alta do petróleo, resultado da guerra no Oriente Médio. Isso contempla arrecadação com a venda de petróleo, "royalties", participações especiais e até mesmo o imposto de exportação que passou a ser cobrado.

Ao mesmo tempo, foram contabilizados, até agosto, R$ 32,4 bilhões em créditos extraordinários (gastos) autorizados para amenizar os efeitos da guerra para a população, ou seja, subsídios para combustíveis.

Outros R$ 8 bilhões em desonerações (reduções de impostos) também foram feitos no começo deste ano.

O Tesouro Nacional explicou que novos subsídios, concedidos no fim da semana passada, ainda não foram contabilizados e aumentarão a despesa do governo no ano de 2026 fechado, como a prorrogação da chamada subvenção ao diesel, ou seja, um tipo de subsídio, por mais 30 dias. Isso quer dizer que as despesas ainda vão aumentar.

A área econômica esclareceu que os créditos extraordinários ficam fora do limite de despesas do arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas, que determina que as despesas não podem crescer acima de 2,5% ao ano, em termos reais (acima da inflação).

Na parcial até agosto, as despesas totais do governo federal avançaram bem acima disso (5,7% em termos reais). Além dos gastos extraordinários com a guerra, precatórios também estão sendo excluídos do teto da regra.

O secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, explicou, porém, que os créditos extraordinários são contabilizados para fins de cumprimento da meta fiscal deste ano – de um superávit primário de R$ 36,3 bilhões (com intervalo de tolerância e abatimento de precatórios).


📰 Fonte: g1.globo.com

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