Um tesouro viking de 1.100 anos encontrado na Inglaterra revelou que os guerreiros escandinavos enriqueceram não apenas com saques, mas também por meio de uma ampla rede comercial que alcançava o Oriente Médio.
Durante muito tempo, os vikings foram retratados principalmente como saqueadores. No entanto, uma nova pesquisa mostra que essa imagem conta apenas parte da história de como esse povo acumulou riqueza.
A análise do Tesouro de Bedale, descoberta na Inglaterra, identificou prata obtida por meio do comércio com o mundo islâmico, reforçando a importância das relações comerciais mantidas durante a Era Viking.
Descoberto em 2012 por detectoristas de metais no norte da Inglaterra, o conjunto arqueológico reúne objetos valiosos que demonstram o elevado poder econômico dos vikings estabelecidos na região.
Entre os principais itens encontrados estão:
Os pesquisadores utilizaram análises geoquímicas para identificar a origem dos metais. Os resultados apontaram que boa parte da prata veio de moedas islâmicas conhecidas como dirhams.
Cerca de um terço dos lingotes possui origem ligada ao Califado Abássida. Essa prata chegava aos escandinavos pelas rotas comerciais orientais chamadas Austrvegr, muito antes de ser levada para a Inglaterra.
As evidências indicam que os escandinavos participavam de uma economia internacional bastante ativa. Em vez de depender apenas das invasões, eles também mantinham relações comerciais de longa distância.
📰 Fonte: catracalivre.com.br
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