
De acordo com o MAPA (Ministério da Agricultura e Pecuária) as análises preliminares realizadas em azeites de oliva no âmbito de uma ação civil pública, que apontaram divergências em relação à classificação de alguns produtos comercializados no Brasil como extravirgem ainda não são conclusivas.
Os exames foram realizados em atendimento a uma determinação judicial, no âmbito de uma ação ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF). De acordo com o MAPA, os responsáveis pelos produtos ainda têm direito à realização de análises periciais e contraprovas, conforme os procedimentos previstos na legislação.
O presidente do Ibraoliva (Instituto Brasileiro de Olivicultura), Flávio Abino Filho, afirma que os resultados, apesar de preliminares, reforçam preocupações que a entidade vem manifestando sobre a qualidade de parte dos azeites importados vendidos no país.
Segundo Flávio, alguns produtos comercializados como extravirgem poderiam, após a conclusão dos procedimentos, ser enquadrados em categorias inferiores, como azeite virgem. Ele também afirma que foram identificados produtos classificados preliminarmente como lampantes, categoria destinada a azeites que não são próprios para consumo direto.
“Lampante é aquele que é impróprio para consumo. Esse não podia estar em nenhuma gôndola, em nenhuma prateleira”, afirmou.
Em nota, o Ministério da Agricultura esclareceu que as informações divulgadas sobre as análises se referem a resultados preliminares e ainda sem caráter conclusivo.
Segundo o Ministério, uma vez que os testes foram feitos o âmbito de um processo judicial os responsáveis pelos produtos têm direito à realização de perícias e contraprovas, em respeito aos princípios do contraditório e da ampla defesa. Por este motivo, o MAPA esclarece que não divulgou oficialmente os resultados nem a identificação de eventuais marcas relacionadas ao procedimento.
O Ministério explica que as informações ainda passam por validação técnica e administrativa e, até o momento, dizem respeito à classificação dos produtos em relação aos padrões de identidade e qualidade.
📰 Fonte: cnnbrasil.com.br
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