Turista argentino foge após gesto racista em vídeo e tem prisão decretada

Turista argentino foge após gesto racista em vídeo e tem prisão decretada
Turista argentino foge após gesto racista em vídeo e tem prisão decretada

Justiça da Bahia diz que ele embarcou para Buenos Aires horas depois do ataque contra jovem negro em Morro de São Paulo.

Sebastian Fernando Ayala, turista argentino de 38 anos, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça da Bahia após ser investigado por injúria racial contra Renailton Ferreira dos Santos, jovem negro de 22 anos. O argentino fez gestos que imitavam um macaco em direção à vítima, na noite de 15 de julho, em um restaurante de Morro de São Paulo, no município de Cairu.

A ordem foi expedida no sábado (18) pelo juiz Marcelo José Santos Lagrota Félix, do Tribunal de Justiça da Bahia, no processo 8004455-09.2026.8.05.0271. A decisão atendeu a um pedido da Delegacia Territorial de Cairu e recebeu parecer favorável do Ministério Público da Bahia.

Ayala já havia deixado o Brasil quando a prisão foi decretada e passou a ser considerado foragido. A Fórum mostrou o vídeo do ataque racista na quinta-feira (16), quando a Polícia Civil ainda trabalhava para identificar o autor.

O episódio ocorreu por volta das 20h no Bar e Restaurante Funny, localizado na Segunda Praia de Morro de São Paulo. Segundo a investigação citada pelo juiz, Ayala deixou o destino turístico após a repercussão das imagens e seguiu por transporte marítimo e terrestre até o Aeroporto Internacional de Salvador.

Registros de câmeras e passagens aéreas mostram que o argentino embarcou às 5h do dia seguinte em um voo para o Rio de Janeiro. Às 11h10, partiu para Buenos Aires. Entre o ataque racista e o voo internacional transcorreram cerca de 15 horas.

A decisão afirma que o investigado realizou uma “fuga célere” e não possui domicílio nem vínculo formal no Brasil. Para o magistrado, medidas como comparecimento periódico à Justiça, proibição de deixar a comarca ou monitoramento eletrônico seriam insuficientes porque dependem da presença do acusado no país.

O juiz apontou como elementos da investigação o boletim de ocorrência, o depoimento da vítima, o vídeo gravado no restaurante e os relatos de dois funcionários que presenciaram o ataque. Os registros de hospedagem, as imagens de segurança e os bilhetes aéreos foram usados para reconstruir a saída do argentino do Brasil.


📰 Fonte: revistaforum.com.br

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