Uma frutinha com um nome curioso, conhecida como “jabuticaba amarela”, muitas vezes passa despercebida nos centros urbanos, mas só de prová-la você já se encantará com seu sabor

Uma frutinha com um nome curioso, conhecida como “jabuticaba amarela”, muitas vezes passa despercebida nos centros urbanos, mas só de prová-la você já se encantará com seu sabor
Uma frutinha com um nome curioso, conhecida como “jabuticaba amarela”, muitas vezes passa despercebida nos centros urbanos, mas só de prová-la você já se encantará com seu sabor

A cabeludinha é uma fruta nativa da Mata Atlântica que chama atenção pela casca amarelo-alaranjada coberta por uma penugem delicada. Também conhecida como jabuticaba amarela, ela possui polpa suculenta, sabor doce com leve acidez e uma árvore compacta que pode aparecer em jardins, parques e calçadas urbanas.

O nome vem dos pequenos pelos que recobrem a superfície do fruto e produzem uma textura aveludada ao toque. Essa característica diferencia a espécie de outras frutas da família das mirtáceas, grupo que também reúne jabuticaba, pitanga, araçá e cambucá.

A Myrciaria glazioviana é uma árvore frutífera brasileira associada à Mata Atlântica do Sudeste. Seus frutos arredondados ficam amarelos quando amadurecem e costumam apresentar uma ou duas sementes envolvidas por uma camada de polpa clara.

A polpa tem sabor adocicado, aromático e levemente cítrico, frequentemente comparado ao pêssego por quem consome a fruta madura diretamente do pé. Alguns detalhes ajudam a reconhecer um bom fruto:

A jabuticaba amarela ocorre principalmente em áreas de Mata Atlântica do Rio de Janeiro, de São Paulo e do sul de Minas Gerais. A urbanização e a baixa presença nos mercados fazem com que muitas pessoas nunca tenham visto a fruta, mesmo morando em regiões onde a espécie pode ser cultivada.

Na cidade de São Paulo, há registros da cabeludinha na flora do Parque do Ibirapuera, inclusive em áreas próximas ao antigo pomar do parque. A espécie também é cultivada em jardins acadêmicos e coleções botânicas, onde ajuda a preservar frutas nativas que raramente chegam às prateleiras.

A árvore costuma atingir entre 3 e 6 metros quando cultivada no solo, mas pode permanecer menor com podas e espaço limitado para as raízes. Seu porte permite o cultivo em quintais, vasos grandes e projetos de arborização, desde que receba luminosidade adequada e não prejudique a circulação.

A frutificação costuma acontecer entre outubro e dezembro, período em que os galhos recebem pequenas frutas amarelas cobertas pela penugem característica. A colheita deve ocorrer quando a casca estiver bem colorida e a polpa tiver desenvolvido seu sabor doce, pois frutos retirados cedo demais podem ficar menos aromáticos.


📰 Fonte: catracalivre.com.br

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