
Acordo pode enfraquecer a influência de Israel em Washington e adiar questões de segurança; entenda
O presidente americano, Donald Trump, seu vice, JD Vance, e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, negociador do Irã, assinaram eletronicamente um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio, informou um alto funcionário do governo americano nesta segunda-feira (15).
“O presidente queria assiná-lo pessoalmente porque ele queria mostrar sua… dedicação para conduzir isto para uma resolução bem-sucedida”, disse por telefone a jornalistas o alto funcionário, falando sob a condição de anonimato.
O acordo entre os Estados Unidos e o Irã para pôr fim à guerra no Oriente Médio também constitui um importante revés estratégico para Israel e evidencia sua influência enfraquecida em Washington, afirmam analistas israelenses.
Embora ainda não esteja concluído e sejam esperadas negociações sobre alguns pontos espinhosos em um prazo máximo de 60 dias, seu marco preliminar já causa preocupação em Israel.
Os analistas entrevistados pela AFP consideram que o pacto consolida os avanços iranianos, ao mesmo tempo em que adia a questão mais sensível para Israel: sua segurança.
Segundo Danny Citrinowicz, que trabalhou no serviço de inteligência militar israelense, o pacto anunciado nesta segunda-feira (15) equivale a uma “catástrofe política e de segurança para o Estado de Israel”.
Também representa um revés para o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que pretendia chegar às eleições de outubro se apresentando como o artífice das vitórias contra o Hamas, o Hezbollah e Teerã.
📰 Fonte: revistaforum.com.br
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