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Augusto Lima, ex-dono do Banco Pleno e ex-gestor do Master, e o senador Jaques Wagner — Foto: Vanner Casaes/Agência Alba e Carlos Moura/Agência Senado
Gestor do Banco Master, Augusto Ferreira Lima afirmou ao senador Jaques Wagner (PT-BA) que o petista fazia "parte" do processo de venda do Master ao BRB, o Banco de Brasília. “Você mais do que ninguém sabe de minha história e faz parte disso!!”, disse Augusto a Jaques em mensagem captada pelos investigadores da Operação Compliance Zero.
A operação teve a 9ª fase deflagrada nesta quinta-feira (18), tendo como alvo Jaques Wagner, Augusto Lima e outros investigados. Augusto era sócio do ex-banqueiro Daniel Vorcado, que está preso.
Na decisão judicial do Supremo Tribunal Federal (STF) que embasou a operação desta quinta, Augusto Ferreira Lima é citado como principal interlocutor privado de Jaques Wagner. É descrito como a figura central na entrega de vantagens, coordenando desde o uso de jatos até a operacionalização financeira para a compra do imóvel indicado pelo senador e os repasses para a BN Financeira.
O documento do STF, de autoria do ministro relator André Mendonça, informa:
De acordo com balanço da gestão atual do BRB, R$ 30 bilhões foram transacionados com o Master entre 2024 e outubro de 2025. O presidente do BRB à época dos negócios, Paulo Henrique Costa, está preso.
Desse valor, R$ 12,12 bilhões foram alvo de apuração da operação Compliance Zero. E pelo menos R$ 8,8 bilhões eram títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação – na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.
Segundo as investigações, Augusto Lima atuou para que o BRB comprasse as carteiras do Banco Master.
📰 Fonte: g1.globo.com
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