
A pesquisa Nexus/BTG, divulgada nesta segunda-feira (10), aponta empate técnico entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um possível cenário de segundo turno. Os números indicam 47% das intenções de voto para Lula e 44% para Flávio.
Em entrevista ao Hora H desta segunda, Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, destacou um ponto que chama atenção nesta nona rodada da pesquisa: a taxa de aprovação do governo oscilou negativamente. Atualmente, 46% dos brasileiros aprovam o governo, enquanto 49% o reprovam.
"Entre 7% e 8% do eleitorado são pessoas que reprovam o governo, mas, por outro lado, rejeitam Flávio. Isso faz Lula liderar, mesmo tendo uma reprovação menor que sua aprovação. Uma parte do eleitorado, ao rejeitar Flávio, acaba, mesmo desaprovando Lula, votando nele num cenário de segundo turno", explicou Tokarski.
A pesquisa também mediu a lógica do voto por rejeição ao adversário. De acordo com Tokarski, em oito das nove rodadas realizadas desde o final de março, cerca de 23% do eleitorado afirma que votaria em um dos candidatos não por considerá-lo melhor, mas para derrotar o outro.
"A gente está vivendo, em parte do eleitorado, um processo de escolha do que o eleitor considera o candidato menos pior", disse.
No que diz respeito ao potencial de voto, 50% dos eleitores admitem que poderiam votar em Lula, enquanto esse índice para Flávio Bolsonaro é de 46%. Já a rejeição dos dois está praticamente empatada: Flávio registra 50% e Lula, 48%.
Para Tokarski, é essa diferença no potencial de voto que tem sustentado a vantagem de Lula nas simulações. "Ele tem um estoque maior de possíveis votos. E nessa batalha de rejeição, ele está ganhando por pouca coisa", avaliou.
Questionado sobre o impacto das diferentes configurações de alianças nos estados sobre a decisão do eleitor, Tokarski avaliou que o voto presidencial tende a ser mais independente.
📰 Fonte: cnnbrasil.com.br
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